Palavras parônimas da Língua Portuguesa
Quando os vocábulos apresentam identidade parcial, ou seja, têm grafia e pronúncia muito semelhantes, são chamados parônimos (do grego parónymos, "que tem nome parecido"). Observe os exemplo:
absolver: perdoar, inocentar
absorver: aspirar, sorver
descrição: ato de descrever
discrição: reserva, prudência
docente: relativo a professores
discente: relativo a alunos
Veja este exemplo numa tirinha:
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O humor da tirinha do Overman baseia-se em uma homofonia regional! Apesar das grafias diferentes, as palavras mau (adjetivo, antônimo de bom) e mal (advérbio, antônimo de bem) são pronunciadas da mesma maneira em algumas regiões do Brasil onde prevalece a "lei do menor esforço", que resulta na semivocalização do L em final de sílaba. Ao pronunciarmos a consoante L, no início da sílaba, a língua se eleva e toca a parte detrás dos dentes incisivos (pronuncie /lulu/, por exemplo, e acompanhe o movimento da língua). Quando o L aparece no final de sílaba, a tendência é deixar a língua em repouso, como se pronunciássemos a semivogal /w/. Disso resulta a pronúncia /maw/ tanto para mau como para mal. Os personagens do cartunista Laerte são tipicamente paulistanos, região em que os falantes transformam a consoante III em semivogal; e o mais curioso, na tirinha, é que Esquilo nega ter dito "mau", fato impossível de ser comprovado, já que, na fala e no contexto, não há como fazer a distinção.
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